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FRANÇA

NOME OFICIAL
República Francesa (FRANÇA, 2008)
LÍNGUA OFICIAL
Francês (FRANÇA, 2008)
LOCALIZAÇÃO
Oeste da Europa (FRANÇA, 2008)
MAPA

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Mapa da França (FRANÇA, 2008)

ÁREA TERRITORIAL
543.965 km² (FRANÇA, 2008)
CAPITAL
Paris (Cidade mais populosa) (FRANÇA, 2008)
POPULAÇÃO
Estimativa de 2010 65 447 3742 hab. (20º)

Densidade 115 hab./km² (89º) (FRANÇA, 2010)

BANDEIRA

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Bandeira Nacional da França (FRANÇA, 2008)

MOEDA
Euro (FRANÇA, 2008)
IDH
0,961 (muito elevado) (FRANÇA, 2010)
HISTÓRIA

"França significa "terra dos francos". Os francos foram uma tribo germânica, provavelmente originária da Panônia, e que mais tarde se mudaram para o oeste. Em meados do século IV, o imperador Juliano, para pacificar estas tribos, lhes cedeu a Gália, e os francos se incorporaram ao império como um aliado federado. Na época do seu apogeu, o reino dos francos abarcou a maior parte do atual território da França e parte do que hoje é a Alemanha (Francônia)." Este povo germânico uniu-se aos povoadores celtas do lugar, os gauleses, e ambos os grupos indo-europeus constituíram a origem do que séculos mais tarde seria a nação francesa. No entanto, os francos deixaram uma marca mais forte que a dos gauleses, pelo menos no nome do país."
"Apesar de a monarquia francesa ser muitas vezes datada do século V, a existência contínua da França como uma entidade separada começa com a divisão do império franco de Carlos Magno em uma parte leste e uma parte oeste. A parte do leste pode ser considerada como o começo do que é a atual Alemanha, a parte oeste como a França. Após diversas mudanças, a França chegou ao século XX como um país em transição política constante, passando, diversas vezes, por diferentes regimes políticos, piorando sua imagem no mundo. Com eclosão da 2ª Guerra Mundial (1939-1945), em 1940 a Alemanha declarou guerra à França e invadiu o país. Após apenas 43 dias de combates, os franceses se renderam e precisaram da ajuda dos aliados (em destaque, o Reino Unido e os EUA) para sua libertação. Apesar disso, no final da guerra, a França obteve o estatuto de membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, conseguiu entrar no restrito clube de potências nucleares e foi, juntamente com a Alemanha, o principal incentivador da criação da Comunidade Europeia.
A França atual, país de língua latina, ocupa a maior parte das antigas tribos gaulesas célticas, conquistada por Júlio César, mas que leva seu nome dos francos uma tribo germânica, cujo nome significa "homens livres", que foi formada tardiamente e instalada em uma parte do terreno do Império Romano." (FRANÇA, 2008)

HIDROGRAFIA

"Os rios franceses desempenham importante papel na economia do país. Destacam-se pelo potencial energético e pela navegabilidade, pois, sujeitos a clima temperado e úmido, não congelam e correm sempre com apreciável volume de água. Os principais sistemas hidrográficos da França deságuam no Atlântico e no canal da Mancha, onde formam estuários. Estão unidos por uma rede de canais.
O Reno, que nasce na Suíça, percorre 180 km da fronteira oriental, estabelece durante parte de seu curso o limite entre a França e a Alemanha. Seus principais afluentes franceses são o Mosa e o Ill. A navegação no Reno, de grande importância, é feita por meio de canais paralelos.
O Sena (Seine) nasce na Côte d'Or, passa por Paris e Rouen e segue para noroeste até desembocar no canal da Mancha, no grande estuário em frente ao Havre, após percorrer 776 km. É navegável, assim como seus afluentes Aisne e Marne, e se liga à bacia do Reno por uma série de canais.
O maior rio francês em extensão é o Loire, com 1.010km, que não é navegável devido à irregularidade de seu curso. Nasce no maciço Central e desemboca no oceano Atlântico.
Entre os principais rios da França, o mais curto (575 km) é o Garona, que nasce nos Pireneus espanhóis, drena a região sudeste da França e desemboca no oceano Atlântico, formando com o rio Dordogne um amplo estuário denominado Gironda. O Ródano é o rio mais caudaloso do país. Ligado à bacia do Reno por um canal, atravessa de norte a sul a região de Lyon para desembocar no mar Mediterrâneo. Os lagos franceses são muitos: lagos de geleiras, localizados nos Alpes (Genebra, Annecy e Bourget) e Pireneus; de origem vulcânica, situados principalmente no maciço Central; e os de barragem, separados do mar, de forma parcial ou total, por cordões arenosos." (FRANÇA, 2009)

CLIMA

O clima da França é geralmente temperado. No entanto, devido a influências continentais, oceânicas e do Mediterrâneo, a França tem uma grande diversidade de tipos de clima. A França tem três tipos principais de clima: oceânico, continental e mediterrânico. Grande parte da França está em área sujeita à influência do Oceano Atlântico, apenas a região sul e está sujeita ao clima mediterrânico.

Clima Oceânico: O clima oceânico afeta a parte ocidental do país, banhada pelo Oceano Atlântico, é caracterizado por pequenas variações de temperatura, precipitação significativa, verões frescos e invernos frios. A área com clima atlântico tem, em média, 1.000 mm de chuva por ano, distribuídos em uma base regular durante todo o ano.

Clima Continental: O clima continental afeta o leste e o centro de França, é caracterizado por verões quentes e invernos mais frios do que em áreas costeiras afetadas pelo clima oceânico. A pluviosidade é considerável, e no inverno a neve é comum.

Clima Mediterrâneo: O clima mediterrâneo afeta as regiões do sul da França, e é caracterizado por verões quentes com pouca chuva, enquanto que os invernos são chuvosos.

POPULAÇÃO

 

  • Absoluta: estima-se para 2010 cerca de 65 447 374 habitantes.

 

  • Densidade demográfica: estima-se para 2010 cerca de 115 hab/km².

 

DINÂMICA POPULACIONAL

 
Indicadores demográficos

  • Taxa de crescimento da população: 0,55% (2010 est.)

 

  • Taxa de fertilidade: 1,6 nacidos/mulher (2010 est.)

 

  • Migrações: 1,48 migrante(s)/1.000 habitantes (2008 est.)

 

  • Pirâmide etária (gráfico)

 
Indicadores sociais

  • Expectativa de vida: População total cerca de 80,7 anos;

 

  • Mortalidade infantil: 4,2/1000 nascidos

 

  • Taxa de alfabetização: 99,0%

 

  • PIB: US$33,800 (2008 est.)

 

ATIVIDADES ECONÔMICAS

 
"A França apresenta uma economia muito desenvolvida e é um dos países mais ricos do planeta. Até meados do século XIX, a economia francesa era essencialmente agrícola, com importantes atividades artesanais. O desenvolvimento dos transportes, na segunda metade do século XIX, acelerou a concentração de atividades industriais.
Na década de 1970 a produção industrial francesa cresceu mais de 33% mas, a partir de 1980, estabilizou-se."

  • Estima-se que em 2007 o país tinha os seguintes PIB por setor: agricultura 2%, indústria 20,7%, comércio e serviços 77,3%.

 

URBANIZAÇÃO

População urbana: 77% da população total.

Três maiores áreas urbanizadas do país: Paris, Lyon e Marseille

Metrópole: 22 regiões: Alsace, Aquitaine, Auvergne, Basse-Normandie?, Bourgogne, Bretagne, Centre, Champagne-Ardenne?, Corse, Franche-Comte?, Haute-Normandie?, Ile-de-France?, Languedoc-Roussillon?, Limousin, Lorraine, Midi-Pyrenees?, Nord-Pas-de-Calais?, Pays de la Loire, Picardie, Poitou-Charentes?, Provence-Alpes-Cote? d'Azur, Rhône-Alpes?. As regiões são subdivididas em um total de 96 departamentos (incluindo a ilha de Córsega).

"Durante a Idade Média, o território francês foi uma região de trânsito dos muitos povos e movimentos migratórios que percorriam o continente em várias direções. A população francesa resulta de inúmeras contribuições humanas recebidas ao longo da história.
Uma das principais características da demografia francesa é a estagnação da taxa de crescimento da população desde o final do século XIX. Essa situação deve-se a uma série de fatores, como o controle da natalidade, que, na França, foi implantado no final do século XVIII, muito antes das outras nações.
Devem ainda ser assinalados dois tipos de movimentos demográficos internos. O primeiro, das montanhas para as planícies, provocou o despovoamento de algumas regiões. O outro movimento interno é do campo em direção à cidade, que provocou grande aumento da população urbana. O êxodo rural afetou especialmente Paris, onde, no fim do século XX, quase metade da população havia nascido fora da área metropolitana.
Marselha, Lyon, Toulouse, Nice, Nantes, Estrasburgo, Bordéus, Lille, Saint-Étienne e Grenoble, junto com Paris, são os núcleos que concentram a maior parte da população. As áreas mais despovoadas são as montanhas (Pireneus, Alpes e maciço Central), regiões de solos pobres (Landas e Sologne), e as áreas rurais isoladas." (FRANÇA,2010)

 
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Imagem: Dimensão das propriedades rurais na França

Fonte: O Globo On Line

O remembramento é a operação que permitiu reagrupar as propriedades rurais na França. As paisagens rurais foram transformadas: os campos são cada vez mais abertos, as sebes (cercas de arbustos) são menos numerosas.
A transformação observável nesse país e sua correspondente causa podem ser identificadas como:

1- coletivização rural – elevado incentivo governamental à agricultura comercial

2- concentração fundiária – pouca competitividade das pequenas fazendas

3- especialização produtiva – progressiva substituição da agricultura pela pecuária

4- urbanização do campo – acentuado dinamismo das atividades de comércio e serviços

 
"Antes de 2007, a população estimada da França era de 64,4 milhões de pessoas. Do total de toda a população, cerca de 17 % vive na área metropolitana e arredores de Paris. A população economicamente ativa representava 25 milhões de pessoas.
Nos tempos de guerras, a França tinha uma baixa densidade demográfica, o que obrigou os antigos governos a receberem mão-de-obra de imigrantes, entre eles grupos de refugiados de gregos, armênios, russos e espanhóis. Na década de 1980, o país iniciou um maior controle sobre o processo de imigração." (FRANÇA, 2010)

INDUSTRIALIZAÇÃO

Sendo hoje a quarta maior economia do mundo, a França foi o segundo país a se industrializar. O rápido processo de industrialização teve início em meados do século XIX, depois da burguesia chegar ao poder, como resultado da Revolução Francesa. A França já contava com várias condições necessárias para a industrialização, mas foi basicamente o fator político que atrasou em relação ao Reino Unido.

"No fim do século XX, a França era a quarta nação industrial do mundo, depois dos Estados Unidos , Japão e Alemanha. O processo de forte industrialização tomou iniciativa, depois da segunda guerra mundial, com o apoio decisivo do governo, que também incentivou a fusão de pequenos grupos empresariais, o que resultou em maior concentração industrial do país.

Destacam-se no parque industrial francês as grandes montadoras de automóveis e aviões, as indústrias mecânicas, elétricas, químicas-com grande concentração financeira- e alimentícias, geralmente situadas perto dos centros urbanos. A França também desenvolveu uma extraordinária tecnologia de ponta: informática, eletrônica e aeronáutica. Por ser o país uma potência militar, destaca-se também a indústria de armamentos.

Hoje em dia a economia da França é a quinta nação mais rica do planeta em termos de PIB-nominal, atrás dos Estados Unidos, do Japão, da Alemanha, da China e à frente do Reino Unido, segundo projeções do FMI para 2009.

São de capital francês empresas como: Accor, Air France, Air Liquide, Alcatel, Alstom, Areva, Aventis, Axa, BNP Paribas, Bouygues, Carrefour, Champion, Citroen, Danone, EDF, Elf, FNAC, France Telecom, Leroy Merlin, Michelin, Peugeot, Renault, Saint-Gobain?, Suez, Thales, Thomson, Total e Vivendi, Michigan, (entre outros).

Por esse motivo, da enorme riqueza que faz da França uma das nações da "elite" mundial, podemos dizer sem dúvida alguma que a França é um dos países mais industrializados do mundo, seus produtos se espalham por lojas e casas de todo o planeta. Um dos setores que movimentam a economia da França em grande escala, sem dúvida nenhuma, é o turismo, fazendo da França o país que mais recebe turistas por ano (70 milhões de visitantes), que depositam no país dezenas de bilhões de dólares. Alguns dos principais produtos exportados pela França são seus vinhos, perfumes e culinária."

"A França possui um sistema de transportes muito desenvolvido, com traçado radial que parte de Paris. A rede rodoviária é, junto com a belga, a mais densa da Europa. A rede ferroviária, cujo traçado é também radial, está nacionalizada e é administrada pela Société Nationale des Chemins de Fer (SNCF). A rede de canais navegáveis, iniciada no século XVII, tem em Paris seu porto principal e transporta carvão, petróleo e derivados, minérios e material de construção.
O tráfego marítimo também é intenso e destacam-se os portos de Marselha e Havre.
O transporte aéreo adquire cada vez maior importância, tanto nacional quanto internacionalmente. A Air France é a principal companhia aérea do país. Destacam-se os aeroportos Charles de Gaulle, Orly e Le Bourget, em Paris. O governo controla os serviços de rádio, televisão, telefonia e telegrafia."

Localização industrial:
Logo no início da industrialização, as indústrias se localizavam em torno de regiões ricas em carvão, na região da Lorena, de Pás-de-Calais? e do Norte. Atualmente a utilização do carvão vem sendo substituída pela energia elétrica, derivados do petróleo, energia hidráulica e energia nuclear. Até porque, as minas de carvão mineral estão quase esgotadas no Norte do país. A maior concentração industrial fica na Lorena, principalmente as siderúrgicas.

A França dispõe de vários minerais, mas em pequena quantidade. No sul do país se concentram indústrias de transformação do alumínio.

A França também dispõe de usinas hidrelétricas, que abastecem cerca de 25% da energia total consumida no país. Mas, o principal forte é a energia nuclear. Utilizando o urânio das jazidas do Maciço Central e Bretanha, aumenta cada vez mais o uso de usinas nucleares para a produção de energia elétrica. Cerca de 75% da energia elétrica consumida no país, provém da energia nuclear.
Boa parte do petróleo utilizado no país é importado, principalmente do Oriente Médio e norte da África e do mar do Norte. Os portos de recepção do petróleo estão em Le Hare, no Atlântico, e Marselha, no Mediterrâneo, e como conseqüência, perto desses estão as principais refinarias e indústrias petroquímicas. Visto que esses portos ficam próximos a foz de rios, facilita o transporte de derivados do petróleo para o interior do país.

Paris:
O parque industrial francês é bem diversificado e moderno. E apesar da descentralização industrial no pós-guerra, o norte do país, principalmente a região de Paris, abriga a maior concentração industrial. Paris é beneficiada pela qualificada mão-de-obra, pelas renomadas universidades e centros de pesquisa, pelo amplo mercado consumidor, pela infra-estrutura de transporte e comunicações, acumulação de capitais desde a Idade Média, e é o centro político-administrativo da França. Portanto, Paris é o principal centro-econômico, financeiro, comercial e cultural da França. Nela se concentra um diversificado parque industrial.

Curiosidades:

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O Airbus A380 o maior aviao comercial do mundo, produzido pela francesa Airbus.

 
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Cerca de 80% da energia elétrica da França é obtida por usinas nucleares. Na imagem, a Central nuclear de Cattenom.

AGROPECUÁRIA

 

  • Mais importante país agrícola da Europa Ocidental.
  • 58% do país é área agrícola.
  • 15% das exportações francesas relacionam-se com a agricultura. A França possui o melhor padrão alimentar da Europa.
  • Principais produtos: Trigo – 6º produtor mundial (Norte e Bacia da Paris); Nesta região ocorre rotação de cultura com a beterraba e a batata. Arroz (vale do Ródano ao sul); Vinho (Região mediterrânea). Além disso produz : azeitonas, milho, amora, uva, aveia, centeio e cevada.
  • As terras ruins estão sendo abandonadas. População rural tende ao envelhecimento - 50% dos agricultores tem mais de 50 anos.
  • Pecuária - 12 milhões de ovinos, 11 de suínos e 23 de bovinos.
  • Grandes extensões de pastos naturais e plantas forrageiras.
  • 2º maior criador da Europa.
  • 3º maior produtor mundial de leite.

 
"A agropecuária francesa reestruturou-se. O aumento em área das propriedades e a especialização da pecuária começaram há 10 anos. A sociedade familiar, camponesa, perde espaço para a agricultura profissional, preocupada com performance e viabilidade econômica.

Na França, era comum o filho suceder o pai na atividade na unidade agrícola. Atualmente, os jovens franceses consideram esse trabalho arcaico, com muita dedicação e baixo retorno econômico. A sucessão fica cada vez mais difícil, quando uma parte importante dos pecuaristas se aposenta. A população rural fica reduzida e aumenta a concentração das terras.

A reforma da Política Agrícola Comum (PAC) não estimula a produção. Os agricultores recebem o subsídio sob a forma de DPU – Direito de Pagamento Único, vinculado ao produtor e não à produção. Com a diminuição dos subsídios, muitas propriedades ficarão inviáveis Somente pecuaristas mais eficientes se manterão na atividade, cuja tendência é de redução. As palavras de ordem para eles são produtividade e economia de escala.

O mercado francês passa a ser deficitário em carne bovina, com a redução da atividade e dos volumes de produção,. A necessidade de produto de qualidade forçará uma maior abertura para o fornecimento externo. Cria-se um cenário mais favorável de acesso à carne bovina brasileira."

REFORMA:
"A PAC foi criada nos anos 50, após a 2ª. Guerra Mundial, para garantir a auto-suficiência em alimentos no bloco europeu. Maior beneficiária da ajuda financeira para a agricultura no continente, a França recebe cerca de 70% da ajuda destinadas ao setor. O país apresenta a maior resistência à política de abertura de mercados, discutida no âmbito da Organização Mundial do Comércio e tão almejada pelos brasileiros.

Os outros países, como Reino Unido e Alemanha, como não concordam em financiar uma agricultura pouco competitiva e cara, pressionam a França a mudar sua estratégia protecionista e usar outros argumentos para receber subsídios, além da proteção ambiental e a importância em manter a tradição camponesa.

Internamente, apenas 5% da população francesa se beneficia dos subsídios europeus e da política de proteção agrícola. O resto da população começa a contestar essas ajudas. O estado enfrenta problema de déficit publico. A redução da população economicamente ativa e o forte movimento de imigração terão forte impacto no sistema social francês. nos próximos anos.

Em 2006, foram colocadas em prática as primeiras medidas para a redução dos subsídios à agricultura, em curso até 2013. Certas exceções foram concedidas para a França, tais como o pagamento de subsídios vinculados a sistemas de manutenção dos rebanhos de vacas de corte, considerados sensíveis.

Pelo sistema de DPU, o produtor recebe uma ajuda fixa correspondente à média do subsidio recebido entre os anos de 2000 e 2002. O subsidio fica desvinculado da produção e passa a ser vinculado ao produtor. Para receber plenamente os subsídios, o agricultor deve respeitar as diretrizes européias de proteção ambiental.

Contadores rurais franceses do Centro de Gestão Rural do Grande Oeste Francês consideram ainda cedo para o agricultor sentir os impactos da reforma da política agrícola. Os efeitos serão percebidos dentro de um a dois anos:. As propriedades com plantéis menores que 20 vacas correspondem a 49% do total."

Reestruturação:
A superfície agrícola francesa reduziu-se de 51% a 47% na década de 90. Para a pecuária isso significou uma redução da ordem de 2% por ano em volume de produção de carne.

Entre 2004 e 2005, o plantel francês diminuiu de 19,55 para 19,38 milhões de cabeças. É a primeira vez em 40 anos que fica abaixo de 20 milhões de cabeças.
A produção de carne bovina em 2005, de 1.296,1 mil toneladas de carcaça, foi o menor em 30 anos, para um consumo de 1.360,9 mil toneladas de equivalente carcaça. Para 2006, a previsão era de nova redução e aumento do consumo.

Demanda de carne:
A França é o maior consumidor de carne bovina da Europa. Em 2004, o mundo consumiu cerca de 60 milhões de toneladas de carcaça, enquanto a União Européia consumiu 8,21 milhões de toneladas de carcaça. O consumo de carne bovina por habitante na UE em 2005 foi da ordem de 17,4 quilos, e na França da ordem de 27 quilos.

Segundo o Institute de L’Élevage, os canais de comercialização para o consumo interno são: redes de supermercados (72%), restaurantes e hotelaria (23%) e indústrias de transformação (5%).

Para os consumidores, o fator determinante de compra é a qualidade e a garantia de origem da carne bovina. Os produtos de origem nacional são privilegiados. As redes de supermercado trabalham sobre a garantia da origem do produto. Alguns técnicos observam que, passados os efeitos das crises sanitárias, o preço passou a influenciar o consumidor.

As carcaças são classificadas, de acordo com a conformação e a qualidade. Também classificadas quanto à cobertura de gordura com notas de 1 a 5, sendo que 1 vai para as carcaças sem cobertura de gordura e 5 para as com excesso de gordura.

Estagnação:
A taxa de crescimento econômico francesa foi da ordem de 1,7% em 2005. As previsões em 2006 e 2007 são da ordem de 1,9% e 2% respectivamente, segundo dados do Eurostat. Com o poder de compra da população estagnado e os preços elevados, há uma inibição do consumo da carnes.

Com as mudanças de gestão na pecuária francesa, os produtores diferenciam a produção, mediante agregação de valor. São os casos das carnes produzidas pelo sistema de Indicação Geográfica Protegida (IGP), ou Appelation d’Origine Contrôlée (AOC), reconhecidos por lei da União Européia; e Inao (Institut National d’Appellation Contrôlée), órgão responsável pelo reconhecimento oficial de produtos na França.

Por meio de estudos científicos, os pecuaristas provam que seus produtos são diferenciados pela maciez e sabor, resultados da aplicação de manejo específico.

Os apelos são o respeito aos métodos tradicionais, o respeito à natureza e a preservação do homem no campo. São vendidos como produtos regionalizados, em lojas onde a renda da população é mais elevada, a preços até 30% acima dos produtos comuns.

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Imagem: França: Balanço de carne bovina (milhares de toneladas equivalentes em carcaça)

Fonte: Agro analysis

REFERÊNCIA

 

AGRICULTURA E PECUÁRIA da França. In: Wikipedia. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_da_França.(external link) Acesso em: 4 fev de 2010.

AGROPECUÁRIA DA FRANÇA. In: Agro analysis. Disponível em: http://www.agroanalysis.com.br/index.php?area=conteudo&mat_id=159&from=mercadonegocios.(external link) Acesso em: 4 set de 2010.

CLIMA DA FRANÇA. In: Colonial Voyage. 2009. Disponível em: http://www.colonialvoyage.com/paesi/pt/franca/index.html.(external link) Acesso em: 31 maio de 2009.

ECONOMIA DA FRANÇA. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. 2009. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/França#Economia(external link) Acesso em: 8 nov 2009.

FRANÇA. In: Index Mundi. 2009. Disponível em: http://www.indexmundi.com/pt/frança/(external link) Acesso em: 8 nov 2009.

FRANÇA. In:SuaPesquisa.com. Disponível em: http://www.suapesquisa.com/paises/franca/(external link)
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INDUSTRIALIZAÇÂO FRANÇA. In: Brasil escola. 2010. Disponível em: http://www.brasilescola.com/geografia/franca2.htm.(external link) Acesso em: 30 jun de 2010.

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POPULAÇÂO FRANÇA. In: Folha Uou. 2010. Disponivel em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u620210.shtml.(external link) Acesso em 31 mar 2010.

POPULAÇÂO RURAL FRANÇA. In: O Globo On line. Disponivel em: http://oglobo.globo.com/educacao/vestibular/_inc/links.asp?mat=/educacao/vestibular/arquivos/2008_Uerj_2exame_cienciashumanas.pdf.(external link) Acesso em 31 mar 2010.

POPULAÇÂO URBANA FRANÇA. In: Info Escola. 2010. Disponivel em: http://www.infoescola.com/demografia/populacao-da-franca.(external link) Acesso em 31 mar 2010.

URBANIZAÇÂO DA FRANÇA. In: França Turismo. 2010. Disponivel em: http://www.franca-turismo.com/geografia.htm.(external link) Acesso em 30 mar 2010.


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