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MONITORAMENTO E CONTROLE BIOLÓGICO DA BROCA DO RIZOMA NAS CONDIÇÕES DE CAMBORIÚ SANTA CATARINA
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MONITORAMENTO E CONTROLE BIOLÓGICO DA BROCA DO RIZOMA NAS CONDIÇÕES DE CAMBORIÚ SANTA CATARINA

Conheça os resultados deste projeto publicado nos anais da II MICTI

PROJETO

 

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IDENTIFICAÇÃO

TÍTULO: Monitoramento e Controle Biológico da Broca da Bananeira, nas condições de Camboriú, Santa Catarina. ÁREA TEMÁTICA: Agropecuária e Biologia AUTOR(ES): Cláudio Francisco Brogni, Gustavo Eduardo Pereira e Heitor Amadeu Prezzi. ORIENTADOR(ES): Edson Mariot MÊS/ANO:MAIO DE 2009

1. INTRODUÇÃO

Através deste projeto iremos destacar os problemas fitosanitários sobre a broca da bananeira, a importância da bananicultura para maior controle da broca do rizoma em nível populacional no setor de fruticultura do colégio agrícola de camboriú. Poderemos também destacar a suscetibilidade das duas espécies envolvidas no projeto e se possível, o por que desta diferença de ataque da broca entre as duas cultivares.

1.1 Problema de pesquisa

Levantar a densidade populacional da broca da bananeira (Cosmopolites sordidus) nas condições de Camboriú, Santa Catarina, com a finalidade de realizar o seu controle biológico.

1.2 Objetivos

Fazer o levantamento populacional do inseto adulto da broca da bananeira durante o ano de 2008, levando em consideração os seguintes tópicos:

  • Época do Ano;
  • Densidade populacional por cultivar;
  • Época adequada de controle;

1.3 Justificativa

A bananeira é a frutífera tropical mais cultivada no mundo, e também no Brasil, que ocupa uma das primeiras colocações na produção mundial. A bananicultura ocupa lugar de destaque na fruticultura de Santa Catarina que é o principal estado exportador de banana. Entre as pragas que atacam a bananeira, merece destaque a broca do rizoma que traz consideráveis prejuízos a essa atividade e que pode ser considerada a principal praga desta cultura. Neste trabalho procurar-se-á fazer levantamento da densidade populacional da broca da bananeira (Cosmopolites sordidus) nos pomares do Colégio Agrícola de Camboriú para saber a época mais adequada de controle da mesma através do fungo entomopatogênico Beauveria bassiana. Justifica-se este monitoramento para sabermos a época de maior infestação do inseto, para assim realizarmos o controle biológico já que há uma tendência mundial de consumo de alimentos mais saudáveis e sem resíduos de agroquímicos. Este monitoramento e controle também servirá como suporte para um maior conhecimento sobre o tema para os alunos do cac, que assim poderão difundir esta moderna técnica.

2 REVISÃO DA LITERATURA

2.1 Importância da bananicultura, em nível mundial, brasileira e catarinense.

A banana constitui hoje grande fonte de divisas para os seguintes países, internacionalmente cognominados Repúblicas Bananeiras: Colômbia, Costa Rica, Equador, Guadalupe, Honduras, Jamaica, Martinica, México, Panamá e Venezuela. O Brasil é o segundo maior produtor mundial de banana, com 9,80% do total, e também o segundo maior consumidor, pois para o povo em geral, ela não é apenas uma fruta, mas um complemento de sua alimentação diária. O maior produtor e consumidor é a Índia. O cultivo da bananeira no Brasil talvez seja uma das poucas explorações agrícolas feitas, em maior ou menor proporção, em quase todos os municípios. É essa freqüência que torna o Brasil um grande produtor. Quando o produtor brasileiro pensa no plantio de bananas visando o mercado exterior, geralmente está pensando em outros além do Mercosul, tais como o americano e o europeu. Entretanto, ele precisa lembrar também que as exigências do mercado platino são muito menores do que as dos demais. Além disso, comparando-se a média histórica dos preços pagos ao produtor brasileiro, com a dos países que a produzem visando principalmente a exportação, verifica-se que, nos últimos dez anos, a do nosso mercado interno foi mais interessante.

2.2 Cosmopolites sordidus - broca do rizoma

A broca da bananeira é relatada como o principal inseto praga da cultura, sendo encontrada em quase todos os países produtores de banana. Sua ocorrência no Brasil foi assinalada em 1885 e a partir de então foi constatada em praticamente todos os estados brasileiros. Com relação à planta hospedeira a broca é considerada como praga específica do gênero Musa spp, ainda que alguns pesquisadores notificaram sua ocorrência em outras espécies. Quanto à suscetibilidade da bananeira ao Cosmopolites sordidus, não há entre as espécies e variedades de bananeiras cultivadas, nenhuma que se possa considerar verdadeiramente resistente ao ataque desta praga, mas há, contudo, diferenças consideráveis quanto à suscetibilidade ao ataque.

  • Quanto à epoca de ataque;

Quanto ao grau de resistência das cultivares, segundo a EPAGRI (recomendação de cultivares) as bananeiras do sub grupo Cavendish (Nanicão, Grand Naine) são altamente suscetíveis a esta praga em quanto as do sub grupo Prata (Enxerto) são consideradas medianamentes resistentes. Um dos aspectos a ser abordado neste trabalho é justamente verificar o npivel de ataque da broca da bananeira nestas duas cultivares (Grand Naine e Enxerto) para confrontar estes dados com as informações disponíveis sobre a suscetibilidade a esta praga. Este estudo se justifica plenamente pois através dele teremos um nível de insfestação desta praga nos pomares do Colégio Agrícola de Camboriú e de posse destes dados poder-se-á optar pelo momento mais adequado para realização do controle biológico desta praga através do fungo Beauveria bassiana. O controle biológico implica no uso de agentes vivos contra pragas e doenças, acarretando assim menos problemas em relação a saúde do ser humano e também em relação ao meio ambiente pelo uso inadequado de agroquímicos já que estes mesmos agroquímicos usados contra esta praga apresentam alta toxicidade (Aldicarb, Carbofuran, Ethoprophos, Terbufos) por pertencerem a Classe Toxicológica I (Altamente Tóxico).

2.2.1 Descrição biológica da broca da bananeira

Ovo

Os ovos são colocados em pequenos orifícios que as fêmeas abrem com as mandíbulas no ponto de inserção das bainhas das folhas, próximo à coroa do rizoma da bananeira. Os ovos podem às vezes ser colocados em pseudocaules já cortados e deixados no solo e no interior do rizoma, já em decomposição. Os ovos possuem forma alongada, tem coloração branca e medem cerca de 2 a 3 milímetros. O número de ovos depositados pelas fêmeas varia muito, mes, o número de ovos não é superior a 50. dependendo do clima, o tempo de incubação dos ovos varia de 4 a 30 dias, após esse tempo, se dá 5 a 8 dias dá-se a eclosão das larvas.

Larva

As larvas abrem galerias no rizoma, alimentando-se dos seus tecidos. Completamente desenvolvidas, as larvas medem 12 mm de comprimento por 5 mm de largura; são ápodas, enrugadas, encurvadas no dorso, afiladas para a extremidade anterior e de coloração branca, com a cabeça e as peças bucais marrons. O período larval varia de 12 a 22 dias, após os quais as larvas dirigem-se para as extremidades das galerias próximas da superfície externa do rizoma, preparando câmaras ovaladas, transformando-se em pupas.

Pupa

De coloração branca, medindo cerca de 12 mm de comprimento por 6 mm de largura, notando-se um par de apêndices quitinosos sobre a extremidade do nono segmento abdominal.A fase pupal ocorre nas extremidades próximas à pupa, a fim de facilitar a saída do adulto. Após 7 a 10 dias emerge o adulto.

Adulto

O adulto é um inseto pequeno, com cerca de 11 mm de comprimento por 4 mm de largura. Sua coloração é preto-uniforme, os élitros são estriados longitudinalmente e o restante do corpo é finamente pontuado. Possui hábitos noturnos, movimentos lentos, e durante o dia permanece abrigado da luz nas touceiras, próximo ao solo, em materiais em decomposição, onde se alimentam mas não causam danos. À noite, o inseto adulto caminha, o seu período de maior atividade é o das 6 da noite às 6 da manhã. O ciclo evolutivo completo varia, segundo as condições de temperatura, de 27 a 40 dias.

2.3 Prejuízos

A broca-da-bananeira ou “moleque”, é um inseto amplamente distribuído por todas as regiões do Brasil, sendo uma das piores pragas da bananeira. A larva do inseto constrói galerias no interior do rizoma, que é caule verdadeiro da bananeira, onde são armazenadas reservas para o sustento de todos os outros órgãos da planta. As galerias debilitam as plantas, tornando-as mais sensíveis ao tombamento, sobretudo aquelas que se encontram na fase de frutificação. As bananeiras infectadas apresentam desenvolvimento limitado, diminuem a produtividade, os frutos são curtos e finos e as folhas são onduladas em vez de serem lisas. Além disso, as brocas causadas pelos insetos favorecem a contaminação da planta por outros agentes externos (microorganismos patogênicos, como o agente do mal-do-panamá), causando podridões e a morte da planta.

2.3.1 Diferença de ataque

Por meio do monitoramento do ataque da broca do rizoma em duas cultivares, foi possível costatar que ha uma diferença de ataque. Existem alguns motivos para essa diferença, a fibrosidade do pseudocaule de cada espécie varia, pode variar também a viscosidade e a composição do caule das cultivares e consequentemente o "sabor" das mesmas.

2.4 Metodos de controle

A broca da bananeira pode ser controlada por métodos químicos ou biológicos, um deles que leva maior destaque no controle da broca é um controle feito através do fungo Beauveria bassiana.

2.4.1 Beauveria bassiana

Para ser seletivo a insetos benéficos o fungo pode ser aplicado na forma de isca atrativa para atrair apenas a praga. Há muitas raças deste fungo exibindo diferentes graus de patogenicidade às pragas, mas ele ocorre no solo como saprofítico apenas. O controle patógeno é feito através do fungo Beauveria bassiana, não-tóxico ao homem, que se desenvolve no corpo do inseto, alimentando-se do mesmo até matá-lo. A técnica já é utilizada em Santa Catarina, São Paulo e outras regiões úmidas do Brasil. A pesquisa estuda o comportamento das cepas de Beauveria bassiana no Norte de Minas. As cepas são colonizadas em arroz esterilizado e cozido, e colocadas na isca: pseudocaule da bananeira. O próprio Moleque encarrega-se de fazer o resto do trabalho, disseminando os esporos do fungo pela lavoura e contaminando os outros insetos.(http://revista.fapemig.br/materia.php?id=132)

2.4.2 Métodos de controle químico

Além do tratamento de imersão das mudas em calda de inseticida, da aplicação de inseticida na cova de plantio e da utilização de inseticidas nas iscas de pseudocaule, o controle da broca em plantio estabelecido pode ser feito por meio do emprego de inseticidas sobre o solo, na base da planta. Essa prática tem sido adotada, principalmente, em áreas de exploração mais intensiva. Alguns produtos mais usados para controle de nematóides têm sido recomendados para o controle da broca, devido a sua dupla ação nematicida/inseticida. Para o controle específico da broca-do-rizoma, a distribuição do defensivo deve ser localizada bem próximo à touceira, circundando completamente as plantas que deverão ser protegidas, cobrindo uma faixa de 10-15 cm de largura.

2.4.3 Métodos de controle biológico

A utilização do fungo Beauveria bassiana (Bals.) Vuill, um parasito natural da broca-da-bananeira, como agente biológico de controle da praga, oferece boas perspectivas de aplicação prática. O fungo é facilmente cultivado em arroz autoclavado e 1 kg desse substrato fornece inóculo infeccioso em quantidade suficiente para aplicação em um hectare. O método das iscas tem sido utilizado para aplicação desse fungo em campo, fazendo-se uma suspensão do inóculo e distribuindo-o por meio de pulverizações ou pincelamento, sobre a superfície cortada das iscas "telha" ou "queijo". O agente de controle atua por contato sobre os adultos atraídos pelas iscas, os quais morrem alguns dias depois.

2.4.4 Controle cultural

O controle cultural consiste na limpeza da lavoura, com a destruição do material infestado.`´E importante também a limpeza de ervas daninhas ao redor das bananeiras, pois com isso, o ataque da praga é dificultado. O preparo do material de plantio não deve ser deixado na lavoura à noite pois as fêmeas podem ser atraídas para depositarem seus ovos nas superfícies recém cortadas.

2.4.5 Uso de mudas sadias

A broca dabananeira pode ser disseminad através de mudas infectadas. portanto, no plantio devem ser usadas mudas sadias, provenientes de bananais sadios. As mudas não devem apresentar sinais de presença do fungo como galerias no rizoma.

2.4.6 Imersão de mudas

O tratamento químico das mudas, é importante principalmente quando as mudas foram obtidas de lavouras infectadas. As mudas tipo "rizoma inteiro" e "pedaço de rizoma" após o descortiçamento, devem ser imersas em solução de inseticida meis fungicida.

3 METODOLOGIA

3.1 Pesquisa Bibliográfica

Buscando aprofundar os conhecimentos sobre a praga Broca da bananeira e conhecer as pesquisas já realizadas sobre o tema.

3.2 Pesquisa de campo

  • Fazer o levantamento da população de insetos através da sua coleta utilizando armadilhas tipo telha que serão espalhadas em duas áreas com duas cultivares distintas (Grand Naine e Enxerto).

Estas armadilhas serão confeccionadas com pedaços de pseudocaule e apresentarão, depois de prontas, o aspecto observado na figura, e distribuidas em número de 20 por hectare.

  • Semanalmente será feito o monitoramento com a contagem dos insetos em cada isca, sendo este número anotado em planilha específica para este fim (ANEXO) . Sempre que a contagem ultrapassar a média de 3 ou mais indivíduos por armadilha, na contagem semanal, pode-se afirmar que o mesmo está causando dano econômico sendo necessário portanto seu controle.
  • A analise dos dados comparando os diferentes índices de infestação de cada área será realizado em final de agosto para uma verificação parcial.
  • Em caso de dano econômico proceder-se-á ao controle biológico usando "Beauveria bassiana" imediatamente após esta verificação. A aplicação deste produto é feita em armadilha tipo queijo (Figura 01) confeccionadas a partir de bananeiras recém colhidas na quantidade de 20 gramas por armadilha.
4 RECURSOS

Iscas tipo telha;

  • Armadilhas tipo queijo;
  • Planilha de monitoramento;
  • Produto biológico ("Beauveria bassiana")
  • Mão-de-obra (Alunos Colégio Agrícola de Camboriú);
5 CRONOGRAMA
Meses Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro
Monitoramento Semanal X X X X X X X X X X
Tabulação de Dados X X X X X X X X X X
Verificação de Nível de Dano Econômico X X X X X X X X X X
Controle Biológico (se necessário) X X X X X X X X X X
REFERÊNCIAS

MESQUITA, Antonio Lindemberg M. . Importância e Métodos de Controle do Moleque ou Broca-do-Rizoma-da-Bananeira?. FORTALEZA: Embrapa, 2003. MELO, B. A Cultura da Bananeira. Disponível em: < http://www.fruticultura.iciag.ufu.br/banana3.htm.>.(external link)

ARTIGO

TITULO:Monitoramento e Controle Biológico da Broca da Bananeira, nas condições de Camboriú, Santa Catarina. autores:Cláudio Francisco Brogni ,Gustavo Eduardo Pereira e Heitor Amadeu Prezzi.

RESUMO

A broca do rizoma (Cosmopolites sordidus Germ) pode ser considerada a principal praga da bananicultura mundial, brasileira e catarinense trazendo prejuízos consideráveis a esta cultura e para se efetuar o seu controle é necessário fazer o monitoramento da flutuação populacional do mesmo no pomar para verificar a necessidade ou não desta prática. O objetivo principal deste trabalho foi realizar a determinação da flutuação populacional desta praga no bananal do Colégio Agrícola de Camboriú e assim saber o momento adequado para realizar o seu controle biológico com o fungo entomopatogênico Beauveria bassiana. O monitoramento foi realizado com a colocação de iscas tipo telha distribuídas aleatoriamente pelo bananal em número de 20/hectare, sendo feita a contagem semanal de insetos por isca. A técnica mostrou-se totalmente eficaz quanto ao objetivo proposto sendo os insetos capturados em número variável durante o período de monitoramento dos mesmos e este dado pode ser considerado um indicador eficiente da necessidade de controle da praga. Poderá tambem ser observado a resistência das duas cultivares de bananeiras envolvidas na pesquisa.

1 INTRODUÇÃO

Através deste projeto iremos destacar os problemas fitosanitários sobre a broca da bananeira, a importância da bananicultura para maior controle da broca do rizoma em nível populacional no setor de fruticultura do colégio agrícola de camboriú. Poderemos também destacar a suscetibilidade das duas espécies envolvidas no projeto e se possível, o por que desta diferença de ataque da broca entre as duas cultivares.

2 METODOLOGIA

São espalhadas iscas tipo telha e é feito o controle de 7 em 7 dias é feito o levantamento da praga.

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

4 CONCLUSÃO

Através deste trabalho de pesquisa foi possivel analisar as formas de controle da broca do rizoma e em que época do ano ela ataca com maior intensidade, que é no tempo de verão por que a mesma busca lugares mais úmidos para se proteger. Foi possível também perceber a diferença de ataque entre as duas cultivares de bananeiras, por vários motivos, um deles é a fibrosidade do pseudocaule, o da planta mais atacada é menos fibroso, ao contrário da outra cultivar.

 


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