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PICOS DE LACTAÇÃO EM VACAS LEITEIRAS

IDENTIFICAÇÃO

 
Título: Picos de Lactação em vacas Leiteiras

Área de estudo: Bovinocultura Leiteira (UDBL - Instituto Federal Catarinense - Campus Camboriú)

Componente: Mônica Torinelli Nunes

Orientador: José Daniel Cazale

 

1 INTRODUÇÃO

 

O Projeto de Pesquisa "Picos de Lactação em vacas Leiteiras" trás em seu conteúdo informações e descrições sobre um dos pontos específicos da produção leiteira: o pico de lactação. Dentro deste assunto, será esclarecido o que é o pico de lactação, quais as suas principais características e principais manejos a serem realizados para o controle de produção e de produtividade.


1.1 Problema de pesquisa

 

Qual é o pico de lactação das vacas de aptidão leiteira da UDBL- Campus Camboriú, por que ocorre e quais são os principais fatores que podem interferir positiva ou negativamente no pico de lactação de uma vaca?



1.2 Objetivos

 
1.2.1 Objetivo Geral

Identificar as principais características do pico de lactação das vacas de aptidão leiteira da UBDL - Campus Camboriú.

1.2.2 Objetivos Específicos

Apresentar através de dados específicos, quais são os pontos que podem ser trabalhados para aprimorar a produção e fazer do pico de lactação um fator positivo para a produção.

 

1.3 Justificativa

 
Por ser a base da sustentação e do desenvolvimento mundial, a Agropecuária merece atenção especial sobre suas características e aprimoramentos. A produção leiteira ligada diretamente a Agropecuária, contém alguns métodos primordiais para o seu desenvolvimento. Ao informar e esclarecer sobre picos de lactação para vacas de aptidão leiteira, é possivel fazer uma média de produção dos animais durante o pico, determinar a alimentação adequada para os animais e todo o manejo que deve ser realizado com os animais. Com isso, é possível obter uma maior produtividade do plantel.

 

2 REVISÃO DE LITERATURA

 
O ciclo de lactação de uma vaca dura aproximadamente 12,5 meses. A lactação propriamente dita só ocorre a partir do nascimento do bezerro e segue durante uma média de 10 meses. Para realizar a transição entre lactações é realizado o período seco da vaca, que dura geralmente 60 dias antes do próximo parto. Por existirem fases tão diferentes e que tenham exigências únicas, foram separadas e caracterizadas as fases do ciclo reprodutivo das vacas: o pico de lactação, o pico de ingestão de matéria seca, o terço médio e final da lactação e o perído seco.

Durante estes distintos períodos ocorrem variações nos níveis de produção de leite de cada animal. Essas variações podem apresentar pontos positivos como aumento na produção de leite e/ou pontos negativos como a subnutrição do animal por desgaste fisiológico normal.
"(...)Saúde e nutrição durante a fase inicial da lactação são pontos críticos para performance em toda a lactação. É no início da lactação que se expressa o potencial genético da vaca; se a nutrição e o ambiente não são adequados, a produção de leite durante toda a lactação será penalizada(...)"(COSTA, 2004). Deve-se fornecer volumoso de boa qualidade e suplementação com concentrados e mistura mineral adequada.

O pico de lactação é o terço inicial da lactação (5 a 7 semanas) onde ocorre a maior intesidade produtiva da vaca. Durante este período é indispensável uma atenção intensa e especial sobre sua alimentação, pois por produzir altas quantidades de leite, a vaca se encontra em maior estado de estresse e exige uma maior sustentação nutricional.
Porém,"(...) nesse estágio da lactação, ela tem um limite para ingerir a quantidade necessária de alimento. Dessa forma, no início da lactação, é normal a vaca mobilizar reservas corporais. A habilidade em mobilizar suas reservas corporais contribui para a manifestação de seu potencial genético de produção de leite(...)" (COSTA,2004). Vacas com fraca habilidade de mobilização são susceptíveis a intensa perda de peso e de potencial de produção.

Não somente durante o período de lactação das vacas, mas também durante toda sua vida, é necessário estar atentos as condições sanitárias as quais os animais estão expostos. Cuidados com parasitoses, ferimentos, infecções entre outros, são extremamente importantes, pois estes fatores podem ser de grande influência na produção leiteira.
As verminoses estão presentes em animais de todas as idades, mas "(...) bovinos com idade até dois anos são muito sensíveis às verminoses e por isto devem receber atenção especial nesta fase, que é de grande desenvolvimento. Como as larvas de vermes estão disseminadas nas pastagens, os animais sob pastejo normal estão continuamente se infectando(...)"(EMBRATER; Embrapa, 1980). Para controle de verminoses é necessária a vermifugação controlada e estratégica dos animais é uma forma eficaz de controle destes problemas.

Outro tipo de parasitose presente nas vacas são os carrapatos. Além de serem transmissores de doenças como a tristeza parasitária, uma grande população de carrapatos pode aumentar de tal forma que pode levar alguns animais a morte. "É comum em propriedades descontroladas que os animais estão tão afetados que começam a emagrecer, não tem o rendimento esperado, chegam ao extremo de morrer" (EMBRATER; Embrapa, 1980).
Além da parasitose, ferimentos espalhados pelo corpo da vaca, inclusive no sistema mamário, podem acarretar em estresse físico no animal, interferindo diretamente na produção do leite.

Mais um fator que tem grande interferência na produção leiteira é a mastite ou mamite. A mastite é a inflamação da glândula mamária da vaca e pode ser causada por diversos agentes. Os mais comuns são as bactérias dos gêneros estreptococos e estafilococos. Outros agentes de importância também causadores de mastite são os coliformes.

É preciso trabalhar preventivamente no controle da mastite, pois é uma doença que sempre surge repentinamente, principalmente por ser um problema de manejo. Para se fazer uma prevenção adequada, é preciso considerar todo o manejo da propriedade, com maior atenção para a ordenha. Quando os índices desta doença se elevam, significa que uma ou mais ações dentro do manejo está sendo executada de forma inadequada. Este problema pode atingir qualquer dos animais em lactação.

Existem vários testes que podem auxiliar no diagnóstico da mamite: CMT (California Mastitis test);
CCS (contagem de células somáticas), utilizados par diagnosticar a mastite sub-clínica. Esta mastite ocorre com certa freqüência nos rebanhos e é a mastite que não podemos enxergar a olho nu, porém ela é a precursora da mastite clínica. A mastite clínica é aquela que se pode ver a olho nu.

Para diagnosticar a mastite clínica, o teste prático mais eficiente é o teste da caneca telada ou de fundo escuro. Este teste deve ser feito a cada ordenha. Quando a mastite clínica aparece, há um depósito de leucócitos (células de defesa) no canal da teta e estes leucócitos formam grumos que são visualizados logo nos primeiros jatos de leite.

O tratamento das vacas com mastite varia de acordo com o caso apresentado. De um modo geral, os tratamentos devem ser precedidos de ordenhas sucessivas até a secagem da úbere no período do dia e se for necessário uso de medicamentos, tratar somente após a ultima ordenha do dia. Porém na atualidade, já estão sendo realizados tratamentos homeopáticos da mastite.

 


3 METODOLOGIA

 
Para a apresentação de resultados e esclarecimentos sobre o projeto, será realizado um levantamento de dados e a análise dos mesmos. Este levantamento será realizado a partir da ordenha e pesagem do leite das vacas, ordenhadas individualmente e em diferentes estágios de lactação. As coletas de dados serão realizadas semanalmente em dois períodos do dia: matutino e vespertino, acompanhando a rotina diária de ordenha do plantel.

A quantidade mínima de vacas a serem analisadas neste projeto será de 3 vacas; sendo que a pesagem do leite obtido só ocorrerá 3 dias após o parto, pois só a partir deste intervalo é que a vaca começa a ser ordenhada.
A pesagem do leite será registrada individualmente em uma ficha específica de cada animal, onde constarão também informações básicas sobre a vida deste animal como idade, raça, peso, vida reprodutiva, média de produção, tipo de alimentação, tipo de manejo, entre outros.

O acompanhamento da produção de cada vaca será realizado durante dois meses. Durante este período é que cada animal alcança o seu pico de lactação e torna a diminuir este nível lentamente. Os animais que serão analisados fazem parte do plantel da Unidade Didática de Bovinocultura Leiteira do Campus Camboriú.

Juntamente com a coleta de dados, serão observadas e registradas as diferentes reações dos animais a respeito do tratamento oferecido ao animal, como por exemplo: tipo de alimentação, período das alimentações, exposição ao stress, entre outros aspectos.

 

Obs: Nem todas as vacas terão parido na mesma data, por este motivo, as datas do início e da finalização da coleta de dados de cada animal poderão ser diferentes.

 

4 CRONOGRAMA
ItemAbriMaiJunJulAgoSet
Revisão de LiteraturaXXXXX
Elaboração do Experimento XXX
Análise dos Dados XX
Elaboração do Artigo X
Apresentação em Eventos X

 

REFERÊNCIAS

 
MODELOS de produção de leite à pasto. Equipe técnica da Matsuda. 198_?. Disponível em: <http://www.agronomia.com.br/conteudo/artigos/artigos_modelos_producao_leite.htm>. Acesso: 02 maio 2009.

COSTA, L Marcos. Alimentação de vacas em lactação. Zootecnia.2004.
Disponível em: <http://www.rehagro.com.br/siterehagro/publicacao.do?cdnoticia=470>.Acesso em: 02 maio 2009.

EMBRAPA Gado de Leite Sistemas de Produção. 198_?. Disponível em: <http://http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br>. Acesso em: 15 maio 2009.

ASSIS, A.G. Produção de leite a pasto no Brasil. In: Simpósio Internacional sobre produção animal em pastejo, 1997. Viçosa. Anais... Viçosa. UFV, 1997. p. 381-409.

 

ANEXOS

 

Curva de Lactação

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