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Projeto 7 : A causa e as consequências do CyberBullying? na vida social dos alunos do ensino médio

 

TÍTULO DO PROJETO: CyberBullying: A causa e as consequências do CyberBullying? na vida social de alunos do ensino médio.

ÁREA DO CNPq: Ciências Sociais Aplicadas

ORIENTADOR (A): Mariléia Vanin

ALUNOS PESQUISADORES: Alíssa Manfroi e Bruno Lehnemann dos Santos Benites.

 

1 INTRODUÇÃO

 

O CyberBullying?, mais conhecido por bullying virtual, utiliza a internet como fonte de ameaças às vítimas durante todo o tempo disponível do praticante. A ameaça constrange a vítima, de tal forma que, a mesma poderá ter problemas sociais, psicológicos, profissionais e até mesmo passar a praticar o CyberBullying?.

Este projeto visa investigar a prática do CyberBullying? no Centro Educacional Sistema Unificado direcionando a pesquisa nos alunos do ensino médio, que já tenham passado por alguma experiência de bullying virtual. Este projeto tem como objetivo fazer um balanceamento entre os alunos, para analisar a quantia de ataques de Cyberbullying com os alunos de diferentes idades.

Para a população a evolução da tecnologia, como tantas outras coisas, tem seus dois lados, bom e ruim, e um dos pontos ruins é o Cyberbullying, que tem afetado muita gente.

Só é considerado Cyberbullying quando o agressor tiver intenção de oprimir a vítima, ou seja, “brincadeirinhas de mau gosto” também são consideradas Cyberbullying. Um grande problema na sociedade seria as ofensas, gozações e até mesmo opressão das pessoas que sofrem esse tipo de bullying, porém esse tipo de agressão não é tão classificada como bullying, porque as pessoas não tem se importado muito com as ofensas, pois tem as levado como uma simples brincadeira.

O termo bullying abrange agressões físicas e verbais, quando uma ou mais pessoas tem intenção de oprimir alguém, trazendo uma série de reflexões ao agredido, como dor, angústia, desigualdade, entre outros, fazendo também com que a pessoa agredido se sinta intimidada ao ponto de não agir contra os ocorridos, por medo.

O termo Cyberbullying compreende as mesmas questões expostas no bullying, porém, ele ocorre virtualmente, ou seja, pela internet, e com isso os agressores podem ser anônimos, e praticarem esse crime por diversão.

O termo Cyberbullying é uma variação do termobullying, que como foi citado à cima, são agressões físicas e verbais dadas pela intenção de oprimir alguém.

Por conta das agressões serem anônimas, as vítimas do Cyberbullying tendem a ter traumas maiores, pois passam a perder totalmente a confiança em todos, e se isolam em casa, mantendo contato somente com os pais. Sofrem de baixa auto-estima, e não costumam fazer amigos e nem ter qualquer tipo de contato com a sociedade.

 

2 OBJETIVOS

 

2.1 Objetivo geral

 

O objetivo geral desse projeto é investigar a prática do Cyberbullying no ensino médio no Centro Educacional Sistema Unificado, em Balneário Camboriú (BC) e quais as consequências para a vida social dos alunos atingidos.

 

2.2 Objetivo específico

 

- Fazer o levantamento dos alunos que já foram atingidos por cyberbullying.

- Verificar os fatores que mais afetam a socialização desses alunos.

- Diferenciar o bullying do cyberbullying.

- Elaborar gráficos que divulguem os resultados alcançados com a pesquisa.

- Fazer um balanceamento de alunos atingidos pelo Cyberbullying em diferentes turmas (primeiro, segundo e terceiro ano do ensino médio).

 

3 JUSTIFICATICA

 

O cyberbullyingé uma prática que afeta muitas pessoas, principalmente estudantes que geralmente são mais quietos, muito estudiosos, homossexuais, muito magro ou que tenham um “pesinho” a mais, aqueles que são simplesmente diferentes, entre outros grupos de vítimas.

O levantamento de dados irá trazer informações sobre casos do cyberbullying no Centro Educacional Sistema Unificado(BC), no ensino médio. Essas informações serão utilizadas para analisarmos se tem mais pessoas que praticam ou que são vítimas desse crime nesta instituição e fazer uma comparação entre números de casos, praticantes e vítimas, analisando a diferença de idade, e o modo de cyberbullying realizado.

Também analisaremos as providências que o colégio tem tomado, para que essas agressões sejam amenizadas.

Vemos a importância desse projeto como uma forma de diminuir o bullying e o cyberbullying nas escolas, nesse caso, o colégio específico Unificado. Com a diminuição dos ataques, o ambiente escolar será mais agradável para os alunos que eram atingidos, terá melhor socialização entre os alunos, e principalmente, não refletirá futuramente na vida dos alunos que por algum motivo sofriam Cyberbullying.

Assim, em seu glossário, a psicóloga Maria Tereza Maldonado, da PUC-Rio, expõem o cyberbullying como o bullying eletrônico como:

 

 (...) o termo foi criado pelo pesquisador canadense Bill Belsey para descrever o uso da tecnologia digital (celular, sites de relacionamento, e-mailblogs) para, de modo insistente e repetitivo, hostilizar, ofender ou ameaçar alguém. (...) O cyberbullying usa a tecnologia para bombardear a vítima 24 horas por dia, sete dias por semana. (MALDONADO, 2010, p. 93-94).

 

Como à cima, o Cyberbullyingé uma prática que tem como intenção atacar alguém de forma absurda, fria e na maioria das vezes anônima. Os agressores atacam de forma covarde e brutal, às vezes nem mesmo tendo um motivo, ou conhecimento do que está se falando, criticam e oprimem por gosto de ver outra pessoa mal, e intimidada. A evolução tecnologia tem auxiliado muito a sociedade, porem quanto mais ela evolui, mais bullying virtual acontece, isso ocorre porque o anonimato se torna mais seguro e tem mais meios e formas de ataque.

O Cyberbullying é uma forma avançada e mais fácil de bullying, realizado por meios eletrônicos, principalmente a internet. Usando meios prováveis e supostamente inseguros como as redes sociais (Orkut ,facebook, twitter, formspring, my space, skype, Messenger, entre outros), como afirma Silva:

 

Afirma que qualquer pessoa submetida ao cyberbullying sofre com níveis elevados de insegurança e ansiedade. Quando as vítimas são crianças ou adolescentes, as reações são ainda mais intensas, e as repercussões psicológicas e emocionais podem ser infinitamente mais sérias (...); os ataques de bullying virtual podem se constituir em um fator desencadeante de diversas doenças mentais. (SILVA, 2008, p.138).

 

O Cyberbullying  pode causar consequências sérias, como problemas psicológicos (mental e emocional), sociais, profissionais. Com isso a pessoa que é atacada se sente tensa, insegura e ansiosa, podendo ter distúrbios mentais ou de personalidade, por conta do psicológico atingido, e isso levará a vítima a cometer loucuras relacionadas à vingança.

Essas ações acabaram refletindo em pessoas inocentes que rodeiam a vítima constrangida.  Problemas como homicídio, suicídio, entre outros.

A pessoa que foi vítima de Cyberbullying sofre um trauma muito grande e influente na sua vida geral.

Quando as vítimas de Cyberbullying são mais jovens, o psicológico é mais fraco, sendo assim, atingirá muito mais fácil, causando um trauma ainda maior.

 

4 REVISÃO DE LITERATURA

 

Cyberbullying é um assunto muito comentado e escrito por várias pessoas, até por aquelas que não entendem do assunto, não possuem uma formação específica, ou conhecem apenas o significado da palavra. As pessoas falam de Cyberbullying como se fosse algo normal, hoje em dia, levam tudo na brincadeira, para causar menos impacto na sua vida social.

Por esse e alguns outros motivos, é que hoje o cyberbullying é muitas vezes praticado sem intenção, e as vítimas acabam sem perceber o ocorrido. Para Rebouças:

 

Se o praticante de cyberbullying for menor de idade poderá responder de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, podendo sofrer desde uma advertência até internação em centro de recuperação. A escola só é responsabilizada se a prática partir do ambiente escolar. (REBOUÇAS, 2010).

 

Muitas vezes acreditamos que a escola é responsável pelo ato caso seja efetuado por um dos seus alunos, porém, como citado à cima, a escola só é responsável quando o crime parte das máquinas (computadores) da escola.

Por conta disso, muitas vezes o cyberbullying é realizado de dentro da escola, para que a mesma seja responsabilizada pelo ato, e deva tomar alguma atitude diante disso.  E para isso, tem-se o Estatuto da Criança e do Adolescente, para que os estudantes e/ou agressores sejam punidos de forma adequada e justa, de acordo com a gravidade de seu ato.

Conforme Sahb (2011), o Estatuto da Criança e do Adolescente é uma consolidação legislativa, estatuto ou codificação que trata especificamente do tratamento social e legal das crianças e dos adolescentes. Fazendo isso de forma segura, e protegendo os mesmos.

 

Fato é que estas práticas ilícitas ocasionam danos gravíssimos à vítima, deixando sequelas, rancor e depressão. São atos que desrespeitam princípios pilares da Constituição Federal, do Código Civil e do Estatuto da Criança e do Adolescente. Os adolescentes agressores sempre acreditam na falta de punição e esponsabilização, mas, não é porque são menores de 18 anos, que podem praticar qualquer ato e não ser averiguado e individualizado, criminalmente e civilmente. Os atos infracionais ocasionados pela prática do Cyberbullying podem ser passíveis de medidas sócio-educativas, conforme conta na lei 8.069/1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente. (SAHB, 2011).

 

Portanto, diz-se que o cyberbullying desobedece aos pilares primórdios da Constituição Federal, do Código Civil e do ECA, assim, se tornando um ato ilegal, crime, deixando  psicológicas ou sociais nas vítimas, como depressão, trauma, rancor, entre outros.

A maioria dos agressores é menor de idade, e fazem o ato por conta de acreditarem que não serão punidos por isso, por não terem ainda 18 anos de idade.

Por conta dessa crença, foi criada uma lei, que pune as pessoas frias e calculistas que praticam esse ato ilegal.

 Há ainda, o Cyberbullying passível, que entra nas medidas educativas, podendo diminuir a punição do agressor.

 

5 METODOLOGIA

 O presente projeto trata, segundo o objetivo proposto, de uma pesquisa exploratória e aplicada.

5.1 Tipos de pesquisa:

A pesquisa exploratória, segundo Gonçalves é aquela que:

 Se caracteriza pelo desenvolvimento e esclarecimento de idéias, com o objetivo de oferecer uma visão panorâmica, uma primeira aproximação a um determinado fenômeno que é pouco explorado. Esse tipo de pesquisa também é denominada “pesquisa de base”, pois oferece dados elementares que dão suporte para a realização de estudos mais aprofundados sobre o tema. (GONÇALVES, 2007, p.67).

 

 Trata-se, também, de uma pesquisa aplicada, pois, segundo Marconi, M.A. e Lakatos, E.M. (2006, p.19), citando Ander-Egg? (1978, p.33), “caracteriza-se por seu interesse prático, isto é, que os resultados sejam aplicados ou utilizados, imediatamente, na solução de problemas que ocorrem na realidade”.

Com relação a natureza dos dados coletados, segundo GONÇALVES (2007),considerando a natureza dos dados a serem coletados, a pesquisa caracteriza-se como quantitativa pois os dados obtidos serão analisados estatisticamente.

                                              

5.2 Procedimentos para coleta de dados

 

A pesquisa será realizada no Centro Educacional Sistema Unificado (Unificado), em Balneário Camboriú, em Balneário Camboriú, durante o 2º semestre de 2012, com alunos do primeiro, segundo e terceiro ano do Ensino Médio.

Durante o 2º semestre de 2012 os pesquisadores farão contatos sistemáticos com os alunos participantes da pesquisa para identificar os alunos fatores que promovam o fenômeno cyberbullying, pois um dos objetivos do projeto é investigar os motivos que geram a ocorrência do bullying e do cyberbullying dentro da pesquisa explicativa entra a parte da identificação dos fatores que promovam o fenômeno cyberbullying. Como o trecho anterior já diz, um dos objetivos do projeto é investigar os motivos que geram a ocorrência do bullying e do cyberbullying dentro Centro Educacional Sistema Unificado.

Após a investigação dos fatores que promovem o bullying e o cyberbullying e com os resultados da análise dos questionários e entrevistas, serão conhecidos e também divulgados os riscos e a importância do uso adequado e seguro de meios eletrônicos.

 

5.3 Instrumento para coleta de dados

 

Para chegarmos aos resultados do trabalho, a princípio, utilizamos três técnicas de coletas de dados: O questionário misto foi desenvolvido com perguntas abertas e fechadas para os alunos do Unificado. Estes serão aplicados nas turmas escolhidas do Colégio.

  Também serão feitas entrevistas semi-estruturadas aos professores e orientadores educacionais da escola, para saber o ponto de vista deles sobre estas práticas. A outra técnica de coleta de dados será a observação e análise sobre o tema no Colégio.

Neste contexto, será realizada a analise dos conteúdos obtidos e traçar uma avaliação correlacional dos resultados tendo em vista encontrar fatores que promovam o fenômeno cyberbullying e a frequência com que ocorrem, dentro do Unificado.

Os questionários aplicados aos alunos serão mistos, formados de perguntas abertas, e outras fechadas, sendo assim, exigindo uma análise dos dados quanti-qualitativa. Na pesquisa quanti-qualitativa, os procedimentos metodológicos desta investigação, deverão ser orientados por uma abordagem quantitativa e qualitativa, onde que, de acordo com e Cavalcante e Dantas (2006), sobre a pesquisa e análise dos dados:

 

Na pesquisa qualitativa geralmente as informações são coletadas por meio de um roteiro. As opiniões são gravadas e depois analisadas, enquanto que em uma pesquisa quantitativa, as informações são colhidas por meio de um questionário padronizado e uniformizado, com perguntas claras e objetivas (CAVALCANTE e DANTAS, p.26, 2006).

 

Assim, para se tornar uma pesquisa científica, os critérios adotados no processo de investigação são fundamentais, pois as técnicas de pesquisa ensinam como gerar, manusear e consumir dados.

 

6 Cronograma

 

Atividade mai/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 dez/12 jan/13
Definição do Projeto x                 
Escrita do Projeto   x x            
Apresentação em Sala         x        
Desenvolvimento do Questionário       x x        
Coleta de Dados           x      
Levantamento de Dados              x x    
Publicação no CRIACAC           x      
Apresentação na FICE           x      
Projeto Concluído                  x

 

 

 

REFERÊNCIAS

 

CABRAL, Gabriela. Cyberbulling. 2012. Disponível em:

<http://www.brasilescola.com/sociologia/cyberbullying.htm>. Acesso em: 29 de mai. 2012.

 

CAVALCANTE, Vanessa, DANTA, Marcelo.Pesquisa Qualitativa e pesquisa quantitativa. 2006. Disponível em <www.scribd.com/doc/14344653/>. Acesso em 27 jun 2011.

 

GONÇALVES, E. P. Iniciação à pesquisa científica. Campinas: Alínea, 2007.

MALDONADO, Maria Tereza. A face oculta: uma história de bullying e cyberbullying. São Paulo: Saraiva, 2010.

MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de pesquisa: planejamento e execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisa, elaboração, análise e interpretação de dados. 6.ed. São Paulo: Atlas, 2006. 289p.

 

PÉREZ, Jorge Del Río et al. Cyberbullying: uma análise comparativa com estudantes de países da América Latina: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru e

Venezuela. 2008. Disponível em:

<http://www.educared.org/educa/img_conteudo/ciberbulling.pdf>. Acesso em: 30 de mai. 2012.

 

REBOUÇAS, Fernando. Cyberbullying. 2010. Disponível em: <http://www.infoescola.com/sociologia/cyberbullying/>. Acesso em 20 de jun. 2012.

RODRIGUES, Dicíola. Cyberbullying: O amplificador virtual do bullying. 2011. Disponível em: <http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/educacao/0280.html>. Acesso em 31 de mai. 2012.

SAHB, Igor Vilas Boas. Cyberbullying e as consequências jurídicas. 2011. Disponível em: <http://www.igorvilasboas.com/artigos/CYBERBULLYING E AS CONSEQUENCIAS JURIDICAS.pdf>. Acesso em 20 de jun. 2012.

SILVA, Ana Beatriz Barbosa. Bullying; Mentes perigosas na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010.

 

SILVA, Vandeler Ferreira. Estatuto da Criança e do Adolescente. 2008. Disponível em:

 <http://www.infoescola.com/direito/estatuto-da-crianca-e-do-adolescente/> Acesso em 23 de jun. 2012.

 


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